domingo, 9 de agosto de 2015

Esboço de uma bibliografia do Coco

Quem tiver sugestões e acréscimos não se encabule de postar nos comentários.


LIVROS

ANDRADE, Mário de; ALVARENGA, Oneyda (Coaut. de). Os cocos. São Paulo, SP; Brasília, DF: Liv. Duas Cidades: Instituto Nacional do Livro, 1984. 506p.

AYALA Maria Ignez Novais e AYALA, Marcos (org.). Cocos: alegria e devoção. Natal: UFRN, 2000.

BARRETO, Luiz Bernardo Paiva Barreto. Do Compasso à Sambada. Trabalho de conclusão do curso de Pós-Graduação em Jornalismo Cultural, UFPE, 2008. 
Foi produzido durante o trabalho um documentário homônimo. Blog do autorAcesso ao artigo. Vídeo.

BASTOS, Dani. Coco de Umbigada: cultura popular como ferramenta de transformação social. Recife: Editora Daniela Bastos dos Santos, 2011. 244p.:il. Acompanha CD. Blog diário do livro referido.

COSTA. Gilmara Benevides. O canto sedutor de Chico Antônio. Natal-RN: EDUFRN. 2004.

GALVÃO, Helio. Cartas da Praia, Natal-RN, Scriptorin Candinha Bezerra: Fundação Hélio Galvão, 2006

______. Cartas da praia, Rio de Janeiro, Brasil, Edições do Val. 1967.

______. Novas Cartas da praia, Natal, Fundação José Augusto, 1971.

______. Derradeiras cartas da praia & outras notas sobre Tibau do Sul, Natal, Fundação José Augusto, 1989.

LINS, Cyro H. de Almeida. “O zambê é nossa cultura”: o coco de zambê e a emergência étnica em Sibaúma, Tibau do Sul-RN. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do CCHLA da UFRN, Natal, 2009. 

PIMENTEL, Altimar de Alencar.Coco de Roda. Edição revista e ampliada da obra O Coco Praieiro, uma dança de umbigada (1978). João Pessoa, PB. 2004. 134p.  Acompanha CD.

VILELA, José Aloísio. O Coco de Alagoas : Origem, Evolução, Dança e Modalidades. 2ª edição. 1980. 1º edição: O coco de Alagoas, série Estudos Alagoanos, caderno V, Maceió-AL, 1961, divulgação do Departamento Estadual de Cultura. [É um livro?]



ARTIGOS


ALMEIDA, José Américo de. A invasão do Coco. João Pessoa, PB in Era Nova, 1º de maio de 1922.

AYALA, Maria Ignes Novais. “Os cocos: uma manifestação cultural em três momentos do século XX”, São Paulo: Instituto de Estudos Avançados, vol.13, no.35, jan./abril de 1999.

BRANDÃO, Théo. O côco de Alagôas. Diário de Notícias. Rio de Janeiro, 1954. 

CARNEIRO, Edison. Côco – uma síntese folclórica. Diário de Notícias. Rio de Janeiro, 31 jan 1960. 

DIEGUES JUNIOR, Manuel. O côco e suas origens. FLAMA, Salvador,1937. 

______. Dançarino e cantadores de côco. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 1952 

GALVÃO, Helio. O Mutirão do Nordeste, Rio de Janeiro, Serviço de Informação Agrícola. 1959.

LIRA, Mariza. Música Nordestina: Côco. Diário de Notícias. Rio de Janeiro, 2 mar. 1958 



OUTROS 

BASTIDE, Roger. Sociologia do folclore brasileiro. São Paulo: Anhambi, 1959.

BENJAMIN, Roberto Emerson Câmara. Folguedos e Danças de Pernambuco. Coleção Recife LV. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1989. p.134.

CAIRES, Márcio; PACHECO, Lilian. Coco de Umbigada. In NAÇÃO GRIÔ: O Parto Mítico da Identidade do Povo Brasileiro. v. 01. Salvador: Gráfica Santa Bárbara LTDA, 2003. p. 447-454.

MELO SOARES, Karina de; et Al. Espetáculos populares de Pernambuco. Recife: Governo do Estado de Pernambuco. Secretaria de Cultura, 1998.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Coco no pneu - Cila do Coco

Coro: Foi aqui no pneu que eu fiz esse coco levantar poeira
          Foi aqui no pneu que eu fiz esse coco levantar poeira

Poeira cobria candeia apagava
e bem ainda brincava na escuridão
e nessa agonia
nem eu via o povo
nem o povo me via
dentro do salão
e eu no compasso do coco decente
cantando somente pra animar a função
cachaça rolava em barrotinho
barrotinho já rolava pelo chão

(Coro)

Inho agarrava a mulé d’um jeito
que nem um malfeito podia se ver
até Luguabe que nisso era feia
grudava que a nega chegava a gemer
levava pro meio do salão
capoeira cobria, ninguém via
e daí se apagava o lampião
e o coco findava no outro dia

(Coro)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Rosa - Caiana dos Crioulos

Rosa, ô rosa
Moça formosa
Nunca vem d'eu
te chamar

Bacurau foi numa festa no céu
sem camisa sem chapéu
sem meia sem paletó
veio la do olho
engalhou-se na cortina
caiu de perna pra cima
dizendo: "amanhã eu vou"

Passeando na Usina São João
o cachorro do patrão
sem meia sem paletó
veio lá do outro
engalhou-se na portinha
caiu de perna pra cima
dizendo: “amanhã eu vou”

Passeando na Usina São João
o cachorro do patrão
me acuou pra me morder
eu disse a ele
cachorro não morda mais
que se morder esse rapaz
não te dou mais de comer

Se tu vai, loirinha, eu vou
vais lá pra trás, loirinha, eu também vou
papai não quer que eu me case com você
loirinha tão bonitinha faz o coco enlouquecer

Se tu vai, loirinha, eu vou
vais lá pra trás, loirinha, eu também vou
papai não quer que eu me case com você
loirinha tão bonitinha faz a gente enlouquecer

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Peroba - Aurinha do Coco



Refrão: de peroba, de peroba (coro)
             vou fazer uma mesinha
             pra botar nossa senhora, de peroba


(Refrão)


Nossa senhora vestida de azul e branco
Com seu veu e com seu manto
Pra gente poder rezar
Ajoelhada na mesinha de peroba
Com retrato dos amigos
Eu perco a vista no altar de peroba


(Refrão)


E na mesinha uma toalha azul turquesa
Uma flor, uma vela acesa
Para a luz nunca faltar
Queimar incenso, pedir com sentimento
Ter no coração a certeza que ela vai nos ajudar

(Refrão)





Baixa aqui o disco de dona Aurinha! 

Lista de Desejos

Esta é uma lista de desejos de álbuns cujo acesso é difícil. Se você os tiver e puder disponibilizar em arquivo digital, envie-nos que faremos o trabalho de difundi-lo pela internet. Nosso email: emailwuming@gmail.com

Biu Roque - A noite hoje é maior (2010)
Caiana dos Crioulos - Desencosta da Parede das cirandeiras de Caiana dos Crioulos (2007)
Dona Anicide Toledo -  A voz feminina do Batuque de Umbigada (2012)
Dona Célia - Nasci com dois dentes
Dona Selma - Bodas de Ouro com o Coco  (2007)
Samba de Coco Irmãs Lopes - Anda a Roda
Sebastião Grosso - ??? (2007)
Zé Neguinho do Coco - Zé Neguinho do Coco (2003)
Os discos da coleção Poetas da Mata Norte, volumes: 1, 3 (Antonio Caju & Caetano Da Ingazeira), 5 (João Paulo & Barachinha) e 6 (Antônio Roberto). 

Xocó: Xokó. Secretaria de Estado da Cultura. Sergipe
Fulni-ô: Saktêlhassato. Cantos Tradicionais dos Índios Fulni-ô. Recife: Piper Music
FETHXA. Cantando com o sol. Recife: Ciranda Records
Flêetwatxya. Cantos Tradicionais dos Índios Fulni-ô. Recife: Piper Music
Pataxó: O Canto das Montanhas. Krenak, Maxakali e Pataxó. São Paulo: Núcleo de Cultura Indígena,

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Mangangá


Mangangá,
olha o besouro na fulô
do araçá
Esse passeio de Maria faz papai e mamãe chorar
Lá vem a
lua saindo por detrás
da sacristia, deu no cravo
e deu na rosa e deu no rapaz
que eu queria, mangangá

Olha o besouro na fulô
do araçá
Esse passeio de Maria faz papai e mamãe chorar
Já te quis
Não quero mais
Já te dei
o desengano e não me importa
que tu morra no sereno
chochilando

Ouça a música aqui no Soundcloud!

terça-feira, 24 de março de 2015

Se for meu bem



Coro: Se for, meu bem
          Se não for, deixe tar, deixe tar

Se não for, meu bem
Se não for, deixe tar, deixe tar

Plantei um pé de cravo
nas hora de deus, amém

(coro)

Se o pé de cravo pegar
o nosso amor pega também

(coro)

Eu vi o tiro
Vi a fumaça cobrí-lo
A palha da cana ir junto
Eu encontrar o teu olhar
Quando eu olhei
O gato maracajá
Malvado, quando me viu
Rolou e pegou miar
Se for, meu bem
Se não for, deixe tar
(coro repete "se for, meu bem
                      se não for, deixe tar")

(coro)

Se assobi no mamoeiro
Fui comer mamão maduro

(coro)

Na rama do amarelo
Já vi coisa feito tu

(coro)

Eu vi o tiro
Vi a fumaça cobrí-lo
A palha da cana ir junto
Eu encontrar o teu olhar
Quando eu olhei
O gato maracajá
Malvado, quando me viu
Rolou e pegou miar
Se for, meu bem
Se não for, deixe tar

(coro)

Ouvir a versão de Coco da Scan no Soundcloud